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Tradições Populares

Se há coisa que aprecio são as nossas tradições populares, aquelas que não vêm nos livros, as que uns criticam por serem tradições medievais, as que outros dizem não terem fundamento cientifico, ou até mesmo aquelas que muitos têm vergonha de dizer como nossas enquanto povo.

Gosto dos ditados populares, das rezas à peçonha, do enterro do entrudo, das procissões religiosas, das desfolhadas, dos bailaricos de música popular, do cepo de Natal e Ano Novo, de cantar as Janeiras, da matança do porco, de pisar as uvas no lagar, das cantorias nas noites de Verão…

Tenho saudades de muitos momentos como estes que marcaram a minha infância e juventude e que acredito que traduzem muito daquilo que é a nossa verdadeira essência enquanto povo humilde, crente, trabalhador, solidário e feliz!

Gabriel Lopes

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Participação Democrática

Grande parte dos nossos problemas enquanto País têm origem no facto da nossa Participação Democrática como Povo ser uma mediocridade assustadora. Basta ver alguns aspectos básicos:

  • Não vamos votar;
  • Não oferecemos alternativas;
  • Não sabemos as regras básicas do funcionamento da democracia;
  • Compactuamos diariamente com “jeitinhos”, “cunhas” e “esquemas”;
  • Deixa-mo-nos enganar repetidamente;
  • Achamos que só temos direitos e não temos deveres;

“Ah e tal isso é muito genérico”. Pois bem, concretizando:

  • Que fazemos nós quando vamos a 160Km/Hora na autoestrada e somos multados?
  • Que fazemos nós quando vemos médicos a darem consultas no privado no horário em que deviam estar ao serviço do SNS?
  • O que fazemos nós quando sabemos de professores universitários que usam bolsas da FCT para financiar trabalhos para as suas empresas?
  • O que fazemos nós quando alguém diz que vai votar no Político X para primeiro ministro?
  • O que fazemos nós quando o gestor público usa o poder para dar trabalho às empresas de amigos para depois tirar partido pessoal desses favorecimentos?
  • Que fazemos nós quando o varredor da rua do nosso município passa o meio dia sem estar a fazer o que realmente lhe compete?
  • O que fazemos nós quando não pedimos factura em todo o lado?
  • O que fazemos nós em dias de eleições com 35º C?

Nas respostas a estas e outra questões entra novamente o “ah e tal”… e é aqui que “fechamos os olhos”!!! Aqui a culpa é sempre dos outros, afinal é mais fácil por a culpa em alguém e dizer mal do que dar o corpinho ao manifesto e fazer o que deve ser feito…

Enfim… Enquanto cada um de nós não fizer o esforço para que no conjunto sejamos melhores, mais informados, mais participativos, mais exigentes, mais justos, vamos continuar a ser medíocres enquanto Povo e País.

Gabriel Lopes