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Estágios…

Aí está um tema que na minha opinião prova como uma boa ideia em teoria pode ser muito mal aplicada na prática.

Aquilo que segundo o IEFP – Instituto de Emprego e Formação Profissional deveria “promover a integração de jovens no mercado de trabalho ou a reconversão profissional de desempregados” não passa de uma medida que dá aos jovens e aos desempregados meras migalhas (por muito que estas lhe façam faltam e sejam por vezes o seu único meio de subsistência) e permite que entidades empregadoras tenham trabalhadores qualificados com um custo insignificante.

Ah e tal mas assim o estado promove o emprego que demoraria mais tempo a ser criado ajudando empregadores e trabalhadores que procuram uma oportunidade… Tretas!!!

Na minha maneira de ver as coisas são criados os seguintes tipos de empregos:

  • Empregos Rodízio com as entidades empregadoras a descartarem os estagiários no final e incorporando de imediato novo estagiário para continuarem a ter trabalho praticamente gratuito até ao momento em que teriam de inserir um deles no quadro.
  • Empregos Ampulheta em que os jovens/desempregados sabem que não vão passar dos 6/9/12 meses e em que as funções que desempenham muitas vezes não correspondem às suas qualificações/competências.
  • Empregos Fictícios que não sendo necessário às entidades empregadoras acabam por o ser dado o baixo custo que acabam para ter para estas. Isto apenas retira valor ao trabalho e desmotiva quem realmente procura um emprego a sério.
  • Empregos A Sério que seriam justamente remunerados sem estas medidas mas não o são.

Diria que existe a noção generalizada da deturpação deste conceito e da má aplicação de recursos, no entanto, penso que o mais gritante é o silêncio que decorre da dependência que existe desta e de outras medidas que deveriam ajudar a criar emprego e oportunidades mas que acabam por ter um efeito analgésico e inibidor na criação de emprego estável, qualificado e de longo prazo.

Gabriel Lopes

Pequenas Grandes Diferenças…

Este fim de semana numa ida ao Pingo Doce reparei que a cor das embalagens do leite magro da marca própria desta insígnia não era exactamente a mesma apesar de estar nas mesmas prateleiras, ao mesmo preço e com a mesma identificação… Achei estranho e não tendo percebido a diferença comentei com a minha mulher. Sempre atenta aos mais pequenos detalhes no que toca à selecção dos produtos alimentares, explicou-me que a diferença estava na origem do leite.

Coloquei duas embalagens lado a lado e lá estava a indicação Pt numa e Fr na outra. Leite UHT Magro Pingo Doce 1 Litro produzido em Portugal (à esquerda) e Leite UHT Magro Pingo Doce 1 Litro produzido em França (à direita).

Leite Pt vs Fr

Aqui está mais uma prova de que podemos ajudar os produtores de leite nacionais e estimular a economia do nosso país sem que isso implique gastar mais ou mudar os hábitos de consumo.

Gabriel Lopes

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Ir a Votos

Ontem ao passar pelo Parque das Nações dei com uma banquinha que recolhia as famosas 7500 assinaturas necessárias a qualquer Cidadão Eleitor, Português de Origem e com mais de 35 anos que queira ser candidato à Presidência da República.

Neste caso concreto, a recolha era para viabilizar a candidatura de Henrique Neto às Eleições Presidenciais de Janeiro próximo, mas fosse quem fosse, iria contar igualmente com a minha assinatura.

Sinceramente acho um abuso ser necessário tanta assinatura… Faz com que poucas sejam as pessoas fora da órbita dos partidos que possam ser candidatos. Assim, viabilizarei com a minha assinatura todas as candidaturas de candidatos amarelos ou cinzentos, às riscas ou às bolinhas, da extrema esquerda ou da extrema direita, Filipes ou Marias, … Na hora da verdade logo se verá aquele que reúne a maioria dos votos dos Portugueses para ser o próximo Presidente da República Portuguesa democraticamente eleito.

Gabriel Lopes

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Tradições Populares

Se há coisa que aprecio são as nossas tradições populares, aquelas que não vêm nos livros, as que uns criticam por serem tradições medievais, as que outros dizem não terem fundamento cientifico, ou até mesmo aquelas que muitos têm vergonha de dizer como nossas enquanto povo.

Gosto dos ditados populares, das rezas à peçonha, do enterro do entrudo, das procissões religiosas, das desfolhadas, dos bailaricos de música popular, do cepo de Natal e Ano Novo, de cantar as Janeiras, da matança do porco, de pisar as uvas no lagar, das cantorias nas noites de Verão…

Tenho saudades de muitos momentos como estes que marcaram a minha infância e juventude e que acredito que traduzem muito daquilo que é a nossa verdadeira essência enquanto povo humilde, crente, trabalhador, solidário e feliz!

Gabriel Lopes

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Comemos o refugo dos outros…

Hoje fui ao supermercado e quando ia comprar Pêssegos Carecas (Nectarinas) perguntei ao operador qual era a origem dos ditos Pêssegos, ao que o operador respondeu que eram provenientes de Espanha. Entretanto, ao meu lado, uma senhora que que tinha acabado de chegar e ouvido a conversa apressou-se a dizer: “Comemos o refugo dos outros…” olhei pra ela e ela continuou: “a nossa fruta que é boa vai toda pra fora e a nós mandam-nos comer o que os outros não querem, é uma Vergonha!” e dito isto foi embora.

Em meia dúzia de palavras aquela senhora disse tudo. Ainda procurei por Pêssegos de origem Portuguesa mas pura e simplesmente não havia. Ainda se fosse um fruto tropical, um fruto fora de época ou um fruto cuja nossa produção fosse reduzida, mas não, eram apenas Pêssegos!

Gabriel Lopes

Vídeo

Le Tour 2015

O Tour de France está de volta para a sua 102ª edição e promete 3 semanas de emoção, estratégia e muito apoio aos nossos Portugueses:

  • Tiago Machado 98 (Katusha)
  • Rui Costa 151 (Lampre – Mérida)
  • Nelson Oliveira 155 (Lampre – Mérida)
  • José Mendes 197 (Bora – Argon 18)

Além dos nossos 4 representantes, este ano a bandeira nacional vai marcar presença em todas as etapas no corpo de Rui Costa (Campeão Nacional de Fundo) e de Nelson Oliveira (Campeão Nacional de Contra-Relógio). Grande motivo de Orgulho!!!

Resta desejar a todos sorte e sucesso.

Entretanto, fica o video teaser da edição deste ano:

Gabriel Lopes

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Participação Democrática

Grande parte dos nossos problemas enquanto País têm origem no facto da nossa Participação Democrática como Povo ser uma mediocridade assustadora. Basta ver alguns aspectos básicos:

  • Não vamos votar;
  • Não oferecemos alternativas;
  • Não sabemos as regras básicas do funcionamento da democracia;
  • Compactuamos diariamente com “jeitinhos”, “cunhas” e “esquemas”;
  • Deixa-mo-nos enganar repetidamente;
  • Achamos que só temos direitos e não temos deveres;

“Ah e tal isso é muito genérico”. Pois bem, concretizando:

  • Que fazemos nós quando vamos a 160Km/Hora na autoestrada e somos multados?
  • Que fazemos nós quando vemos médicos a darem consultas no privado no horário em que deviam estar ao serviço do SNS?
  • O que fazemos nós quando sabemos de professores universitários que usam bolsas da FCT para financiar trabalhos para as suas empresas?
  • O que fazemos nós quando alguém diz que vai votar no Político X para primeiro ministro?
  • O que fazemos nós quando o gestor público usa o poder para dar trabalho às empresas de amigos para depois tirar partido pessoal desses favorecimentos?
  • Que fazemos nós quando o varredor da rua do nosso município passa o meio dia sem estar a fazer o que realmente lhe compete?
  • O que fazemos nós quando não pedimos factura em todo o lado?
  • O que fazemos nós em dias de eleições com 35º C?

Nas respostas a estas e outra questões entra novamente o “ah e tal”… e é aqui que “fechamos os olhos”!!! Aqui a culpa é sempre dos outros, afinal é mais fácil por a culpa em alguém e dizer mal do que dar o corpinho ao manifesto e fazer o que deve ser feito…

Enfim… Enquanto cada um de nós não fizer o esforço para que no conjunto sejamos melhores, mais informados, mais participativos, mais exigentes, mais justos, vamos continuar a ser medíocres enquanto Povo e País.

Gabriel Lopes

 

Nota

Capitão Falcão

Ontem conheci O Capitão Falcão!!! O Super Herói Português Mais Patriótico de Sempre esteve à altura dos desafios e revelou-se simplesmente hilariante!!!

Portugal poderá contar com a Coragem e Justiça do seu Maior Herói para o proteger de todo e qualquer Perigo.

E pode também contar com os seus actores, realizadores, argumentistas, investidores etc para manter o Cinema Português vivo nas salas de Cinema.

A nós, enquanto público, cabe-nos apoiá-lo indo ver os Nossos Filmes.

Gabriel Lopes

Galeria

Alto Alentejo a Dois

O Alentejo foi mais uma vez o destino de uns dias de férias.

Desta feita o Roteiro de três dias maravilhosos percorreu algumas das vilas do Alto Alentejo.

Roteiro Alto Alentejo

Dia 1

A viagem teve início pela manhã e foi feita em ritmo de passeio pela até à primeira paragem que aconteceu em Estremoz onde visitámos o Centro Histórico e o Castelo.

Castelo de Estremoz

Depois de Almoço seguimos para Vila Viçosa onde conhecemos o Castelo e o Paço Ducal. Se exteriormente o Paço Ducal é imponente a visita ao seu interior mostra o quão fabuloso é! Sem dúvida um local a revisitar no futuro.

Paço Ducal

O repouso do primeiro dia aconteceu no Monte da Provença, um hotel rural muito simpático nas imediações de Elvas.

Monte da Provença

Não podemos deixar de agradecer a dica para jantar ao nosso Amigo Pedro Monteiro que nos indicou o Restaurante Pompílio com um pudim de requeijão divinal!!! =)

Dia 2

O segundo dia começou com um belo passeio matinal após o qual seguimos para Elvas.

Passeio Matinal

Em Elvas visitámos o Castelo de Elvas, o Centro Histórico e algumas das Fortificações que conferem a esta cidade Alentejana o título de Património da Humanidade.

Praça da República - Calçada

Antes de deixar Elvas não pudemos deixar de tirar alguma fotos à paisagem e ao imponente Viaduto da Amoreira.

Viaduto da Amoreira

A viagem até Marvão foi curta e à chegada o cenário era simplesmente Fenomenal. A pequena vila fortificada localizada no topo das escarpada Serra do Sapoio a cerca de 900 metros de altitude é simplesmente TOP e remete-nos para um imaginário da Era Medieval onde foi apelidada de Fortaleza Inexpugnável e/ou Vigia da Raia

Marvão

A visita ao Castelo permite desfrutar de vistas de cortar a respiração que as fotos não permitem captar na sua plenitude.

Castelo de Marvão

É possível percorrer grande parte das muralhas, visitar a cisterna e apreciar a vista da Vila a partir do Castelo.

Vila de Marvão

Percorremos as principais ruas de Marvão o que nos permitiu ver um excelente exemplo de preservação do património e não só. Tudo está impecavelmente arranjado, enquadrado e sinalizado.

Marvão

O jantar foi no Restaurante Churrasqueira Sever onde realçamos a Sopa de Cogumelos e a Simpatia do Staff. Na ida para o Hotel uma foto que ficou por tirar durante a tarde devido ao trânsito mas que dado o adiantado da hora não ficou nada mal.

Marvão à Noite

Pernoitámos na Quinta das Lavandas onde fomos recebidos de forma quase familiar pelo Sr. Estevão e pela Sra. Teresa que nos fizeram sentir em casa e onde pudemos provar o delicioso Chá de Lavanda, produzido pelos mesmos nos campos de lavanda que rodeiam o Hotel Rural.

Dia 3

O último dia começou com uma visita ao Castelo de Vila onde aproveitámos para tirar algumas fotos para mais tarde recordar.

Castelo de Vide

Após a visita ao Castelo e ao Burgo seguiu-se uma incursão pelas ruas estreitas da Judiaria e a visita à Sinagoga.

Judiaria

Antes de partir o almoço decorreu no Restaurante D. Pedro e uma última foto à Vila a que D. Pedro apelidou de Sintra do Alentejo.

Castelo de Vide

 O regresso a Lisboa foi feito em ritmo de passeio pela planície Alentejana, longe do stress da Auto-Estrada.

Foram 3 dias maravilhosos por terras Alentejanas com o propósito de continuar a visitar, conhecer e descobrir esta terra fantástica que é nossa e se chama Portugal.

Gabriel Lopes

Status

TAP

Tal como eu a maioria dos portugueses passa a época natalícia junto da família. Felizmente, tenho a sorte de não precisar de apanhar um avião para rumar até à Beira Alta. No entanto, este ano há milhares e milhares de pessoas que não têm a mesma sorte, isto porque a TAP resolveu brindá-las com uma greve de 4 dias entre 27 e 30 de Dezembro. Os 12 Sindicatos, DOZE, representantes dos cerca de 13 000 funcionários do grupo, convocaram esta greve como forma de protesto contra a privatização da empresa no início de 2015.

A minha opinião em relação à TAP que tanto dinheiro recebeu dos contribuintes, à TAP que é o elo de ligação da Lusofonia, à TAP que é uma das Bandeiras de Portugal e alimenta o Turismo, este Natal vai falhar aos Contribuintes, à Lusofonia, ao Turismo e principalmente a Portugal e aos Portugueses.

Quanto aos Sindicatos e à Greve só me apetece dizer: Sim sim, é mesmo assim que vão evitar a Privatização da TAP…

Gabriel Lopes

Status

E é isto…

Perante tanta Sem-Vergonhice só me apraz dizer que Portugal é irremediavelmente uma terra propicia para Ladrões, Corruptos e Macios.

Ah desculpem, agora diz-se Ladrões Gourmet, Corruptos Gold e Macios do Bairro que não podemos deixar de estar na moda!!!

Os Ladrões e Corruptos são os mesmos de sempre e os Macios também… Em relação aos primeiros só tenho a dizer que existem porque os segundos deixam, afinal, quem “manda” são os segundos e não os primeiros apesar de os primeiros acharem que o poder é deles e os segundos também… Enquanto todos pensarem assim tudo vai continuar na mesma! É a triste sina deste povo que continua a baixar a cabeça e a ser enganado com mais ou menos requinte, mais ou menos descaramento, mais ou menos sofrimento…

Gabriel Lopes

Galeria

Litoral Alentejano

O Litoral Alentejano foi o destino escolhido para uns dias de férias. E que bela escolha!!!
Os adjectivos para classificar este recanto de Portugal escasseiam, por isso, nada melhor partilhar algumas imagens que me vão ficar na memória desta semana magnífica.

Praia da Lagoa de Santo André

Praia da Lagoa de Santo André

Hotel Rural Monte das Lezírias

Hotel Rural Monte das Lezírias

Porto das Carretas / Praia do Monte Velho

Porto das Carretas / Praia do Monte Velho

Flora Local

Flora Local

Envolvente do Castelo de Santiago do Cacém

Envolvente do Castelo de Santiago do Cacém

Castelo de Santiago do Cacém

Castelo de Santiago do Cacém

Centro Histórico de Santiago do Cacém

Centro Histórico de Santiago do Cacém

Ilha do Pessegueiro

Ilha do Pessegueiro

E muito mais ficou por fotografar… o Montado da Serra de Grândola, o Jantar no Cais da Estação em Sines, o Gosto pelo Ciclismo que se vive nesta região, a Beleza da Praia da Samoqueira, a Saudade das Férias de 2004 em Porto Covo, o Final de Tarde na Praia da Comporta, a Viagem de Carro pela Estrada Nacional em Ritmo de Passeio ou Aquela Sesta à Beira Mar.

E Tudo isto só podia ser assim tão saboroso na Companhia da Minha Adorável Mulher e Família! =)

Sem Dúvida um Destino a Recomendar e a Repetir!!!

Gabriel Lopes

À Mes Amis

“I grew up in the ’30s with an unemployed father. He didn’t riot. He got on his bike and looked for work, and he kept looking till he found it.” – Norman Tebbit

Quando o assunto de conversa é o Desemprego lembro-me desta citação porque acredito que é inspiradora e a atitude a seguir para tentar acabar com esta chaga social.

Esta dura realidade afecta milhares de portugueses e apesar dos indicadores mostrarem uma melhoria ténue no último ano, ainda estamos acima dos 15%.  Segundo dados do Eurostat, Portugal tem desde Março de 2009 uma taxa de desemprego acima de 10%.

É assustador ver familiares, amigos, vizinhos, etc passarem por esta realidade. A todos eles quero deixar uma palavra de esperança e coragem, não desistam e acreditem porque o esforço e a perseverança acabam sempre por dar os seus frutos.

No que eu puder ajudar, contem comigo!

Gabriel

Venha a Conta!

Todos os dias ouço pessoas a queixarem-se da redução das reformas, da mobilidade especial, da nova lei de requalificação, dos cortes nas indemnizações por despedimento, do aumento da idade de reforma para os 66 anos, do aumento do horário de trabalho de 35h/semana para 40h/semana, da perda de poder de compra, etc… Sinceramente percebo os seus protestos, indignação, angústias e o sentimento de injustiça nos sacrifícios pedidos enquanto alguns continuam a usufruir de regalias principescas. Partilho as suas preocupações e estou 100% solidário com todas essas pessoas.

No entanto, estou muito mais preocupado com a minha geração, a geração que menos culpa teve no estado a que o país chegou, a geração que vai pagar a crise, a geração que só quer ter direito a ter um trabalho e que muito provavelmente não vai ter direito reformas, educação e saúde tendencialmente gratuitas, indemnizações por despedimento, subsídios de férias, subsídios de Natal, subsídios de paternidade, que vai trabalhar muito mais do que 40h/semanais, muito além dos 66 anos e sempre com a palavra desemprego a fazer parte das suas vidas muito mais vezes do que seria desejável.

Pertenço à geração dos que vão pagar a conta, sim porque por muito que custe as dívidas são para pagar. O que peço em troca? Justiça, Emprego, Esperança…

Gabriel Lopes

À Reconquista da Suiça

Os ciclistas portugueses têm ganho cada vez mais o seu espaço no pelotão internacional, não só em número mas também em qualidade. A prová-lo está a crescente participação de atletas lusos nas grandes competições internacionais de ciclismo integrados em equipas de renome mundial.

Daqui a umas horas teremos o nosso Rui Costa a discutir a volta à Suiça em Bicicleta, partindo para a última etapa (Contra Relógio Individual) na 2ª posição a apenas a 13′ de renovar o título conquistado em 2012.

Força Rui!!!

Rui Costa

Gabriel Lopes

É Tempo de Futebol, é Tempo de Euro 2012!

Quer se goste ou não de Futebol a verdade é que este desporto nos tem dado motivos para nos orgulharmos de Portugal e de sermos Portugueses.

Nos últimos 10 anos Portugal marcou presença em 3 campeonatos do Mundo e 3 campeonatos da Europa, sendo que em apenas um deles não superou a fase de grupos e tendo como melhores resultados um 2º lugar no Euro 2004 e um 4º lugar no Mundial de 2006. Além disso, os Clubes Portugueses têm também eles contribuído com bons resultados na Liga dos Campeões e na Liga Europa com 3 vitórias, 5 finais e 5 equipas diferentes a atingirem meias finais (Porto, Benfica, Sporting, Braga e Boavista), algumas delas mais que uma vez.

Sou o primeiro a reconhecer que em Portugal a maioria dos apoios, patrocínios e tempo de antena são direccionados para o Futebol deixando pouco espaço e recursos para outros desportos (Judo, Atletismo, Ciclismo, Triatlo, Canoagem, Vela, Natação, entre outros). Sei que temos “matéria prima” de qualidade e que com uma melhor distribuição de recursos poderíamos alcançar melhores resultados num leque mais alargado de desportos em vez de apostar quase tudo no Futebol.

No entanto, em pleno Euro 2012, e dado o bom desempenho da nossa Selecção neste campeonato, penso que as críticas de alguns “opinion makers” sobre este assunto nestas últimas semanas, pecam por falta de oportunidade. Não é a altura certa! Afinal, Portugal está já entre as 4 melhores Selecções da Europa e o País inteiro está empolgado e esperançado numa vitória frente à Espanha que garanta a presença na final e a conquista do tão ambicionado título europeu que nos escapou por entre os dedos em 2004.

Força Portugal!!!

Gabriel Lopes

Galinhas Poedeiras

Eis que Portugal está prestes a sofrer mais um revés na sua luta pela recuperação económica. E logo numa das poucas áreas do sector agro-alimentar onde é auto suficiente e consegue exportar: o sector dos ovos.

Tudo passa pela directiva da União Europeia 1999/74/EC que entra em vigor em Julho e que tem como objectivo melhorar as condições de bem estar animal das galinhas poedeiras através da introdução de alterações no modo de produção e alojamento. Até aqui tudo muito bem, no entanto, estas alterações acarretam algumas consequências para o país, nomeadamente:

  • Elevados investimentos por parte dos produtores para adaptar as suas produções aos requisitos desta directiva;
  • Abandono do sector de inúmeros produtores devidos aos elevados investimentos e consequente quebra de produção (Estima-se que para Portugal esta quebra ronde os 40%);
  • Abate estimado de cerca de 1 Milhão de galinhas poedeiras em Portugal;
  • Aumento do custo do preço dos ovos;
  • Aumento das importações;

O problema não está nas exigências feitas aos produtores nacionais e europeus para garantir os direitos das galinhas mas sim na falta de protecção deste sector após a aplicação desta directiva! Não faz qualquer tipo de sentido que os produtores nacionais concorram directamente com países terceiros onde este tipo de exigências pura e simplesmente não existe. Neste caso, o sector afectado é o da produção de ovos mas existe uma infinidade de sectores onde este tipo de incoerências são gritantes! Isto para não falar na duvidosa garantia de respeito pelos direitos humanos e dos trabalhadores de muitos dos países de origem dos produtos…

Irritam-me profundamente este tipo de atitudes das Entidades Europeias em quererem ser mais papistas que o Papa! Não é que esteja contra directivas como estas, agora é preciso proteger os sectores abrangidos por estas exigências de mercados que não têm o mesmo tipo de regras de produção que o mercado nacional e europeu.

Infelizmente estas situações repetem-se em quase todos os sectores da economia e quem mais sofre são as empresas, os trabalhadores e a economia nacional.

Gabriel Lopes

Abutres…

Numa altura em que o país se encontra a cumprir à risca o memorando que assinou com a Troika e em que apesar dos sacrifícios e do longo caminho que ainda temos para percorrer até conseguirmos sair desta situação, aos primeiros sinais de confiança e recuperação (taxas de juro a descer, indicadores de confiança a subir nos últimos dois meses e das sucessivas avaliações positivas da Troika) as agências de rating apressam-se a lançar notícias dizendo que Portugal é a nova Grécia, baixando o rating dos principais bancos nacionais e levantando uma onda de duvidas nos mercados na recuperação do País.

São este género de atitudes que qualifico como facciosas e repugnantes por parte de actores do sistema financeiro que todos pensavam ser isentos e idóneas mas que movidos apenas por interesses próprios se comportam como um bando de abutres insaciáveis!

Gabriel Lopes

Obricracia

Infelizmente, sempre que vivemos em democracia veio à tona a nossa incapacidade de nos conseguirmos auto-governar, e de escolher pessoas capazes para o fazer.

O défice, o endividamento do país e o endividamento das famílias mais não são do que um atestado de incompetência ao cidadão comum. Esta incompetência à escala familiar reflecte-se à escala nacional onde abundam maioritariamente indivíduos com militâncias partidárias de longa data e resistentes das guerrilhas internas dos partidos pelos lugares elegíveis para qualquer coisa.

Neste meio, os indivíduos qualificados e competentes não vingam, pois percebem rapidamente que não têm grandes hipóteses nesta luta do vale tudo, preferindo ir tratar da sua vida noutros sectores! Os que persistem, são rapidamente encostados…

E lá temos nós esta gente à frente do país que nos devia governar mas que está mais preocupada em ser reeleito nem que para isso tenho que hipotecar o futuro do país até à 5ª geração!

As consequências disto? As consequências estão escritas no livro da história e são bem conhecidas de todos: uma ditadura militar seguida de 41 anos de estado novo ao fim de apenas 16 anos de Iª República e 3 intervenções do FMI em 37 anos de IIª República. É obra!!!

E pronto, lá somos nós obrigados a arrumar a casa à força, num regime que apelido de Obricracia! Aqui fazemos jus ao velho ditado “manda quem pode, obedece quem deve” e somos os mais esforçados a cumprir tudo o que nos é pedido a tempo e horas para conseguirmos manter a cabeça à tona e podermos continuar a ir ver jogar o Benfica.

Este parece ser sem dúvida o tipo de regime que melhor se adequa a Portugal e aos Portugueses…

Gabriel Lopes