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Estágios…

Aí está um tema que na minha opinião prova como uma boa ideia em teoria pode ser muito mal aplicada na prática.

Aquilo que segundo o IEFP – Instituto de Emprego e Formação Profissional deveria “promover a integração de jovens no mercado de trabalho ou a reconversão profissional de desempregados” não passa de uma medida que dá aos jovens e aos desempregados meras migalhas (por muito que estas lhe façam faltam e sejam por vezes o seu único meio de subsistência) e permite que entidades empregadoras tenham trabalhadores qualificados com um custo insignificante.

Ah e tal mas assim o estado promove o emprego que demoraria mais tempo a ser criado ajudando empregadores e trabalhadores que procuram uma oportunidade… Tretas!!!

Na minha maneira de ver as coisas são criados os seguintes tipos de empregos:

  • Empregos Rodízio com as entidades empregadoras a descartarem os estagiários no final e incorporando de imediato novo estagiário para continuarem a ter trabalho praticamente gratuito até ao momento em que teriam de inserir um deles no quadro.
  • Empregos Ampulheta em que os jovens/desempregados sabem que não vão passar dos 6/9/12 meses e em que as funções que desempenham muitas vezes não correspondem às suas qualificações/competências.
  • Empregos Fictícios que não sendo necessário às entidades empregadoras acabam por o ser dado o baixo custo que acabam para ter para estas. Isto apenas retira valor ao trabalho e desmotiva quem realmente procura um emprego a sério.
  • Empregos A Sério que seriam justamente remunerados sem estas medidas mas não o são.

Diria que existe a noção generalizada da deturpação deste conceito e da má aplicação de recursos, no entanto, penso que o mais gritante é o silêncio que decorre da dependência que existe desta e de outras medidas que deveriam ajudar a criar emprego e oportunidades mas que acabam por ter um efeito analgésico e inibidor na criação de emprego estável, qualificado e de longo prazo.

Gabriel Lopes

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