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As N Formas de …

Nos últimos tempos, verifiquei que sempre que acedo a uma rede social lá está um artigo que enumera as N razões que levam um trabalhador a procurar outro emprego, os N alimentos mais saudáveis, as N atitudes que um líder deve ter, as N boas práticas na educação dos filhos, os N passos para ficar em forma, as N regras da negociação, os N requisitos mais valorizados na Internet, as N etapas para ter sucesso, as N regras para gerir bem as finanças pessoais, as N tudo e mais alguma coisa… Seja qual for a rede social, lá está o caminho passo a passo que algum iluminado teve a bondade de partilhar com a plebe para que esta quiçá consiga um dia chegar perto desse utópico objectivo só ao alcance de poucos… É de facto uma tendência com bastante aceitação por parte dos utilizadores das redes sociais. Pessoalmente acho que já está a cair no exagero…

Gabriel Lopes

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Sabedoria Popular

Ou muito me engano ou António Costa vai acabar por apreender na primeira pessoa um velho ditado popular que diz que “Quem com cães se deita, com pulgas se levanta…” ou para os mais sensíveis “Quem se deita com miúdos, acorda molhado…

De uma forma ou de outra cá continuarei a assistir serenamente e obviamente a pagar a conta.

Haja Saúde.

Gabriel Lopes

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Comemos o refugo dos outros…

Hoje fui ao supermercado e quando ia comprar Pêssegos Carecas (Nectarinas) perguntei ao operador qual era a origem dos ditos Pêssegos, ao que o operador respondeu que eram provenientes de Espanha. Entretanto, ao meu lado, uma senhora que que tinha acabado de chegar e ouvido a conversa apressou-se a dizer: “Comemos o refugo dos outros…” olhei pra ela e ela continuou: “a nossa fruta que é boa vai toda pra fora e a nós mandam-nos comer o que os outros não querem, é uma Vergonha!” e dito isto foi embora.

Em meia dúzia de palavras aquela senhora disse tudo. Ainda procurei por Pêssegos de origem Portuguesa mas pura e simplesmente não havia. Ainda se fosse um fruto tropical, um fruto fora de época ou um fruto cuja nossa produção fosse reduzida, mas não, eram apenas Pêssegos!

Gabriel Lopes

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Democracia Grega

Se eu já achava injusto o sistema de eleição de deputados para o parlamento Português por beneficiar os partidos mais votados em detrimento dos menos votados, permitindo a obtenção de maiorias absolutas a partir dos 43/44%, fiquei boquiaberto quando tomei conhecimento do sistema grego…

Não é que tenha a nada a ver com isso, mas como ninguém me impede de dar a minha opinião acho estranho um sistema que não permite a representação parlamentar dos partidos que obtêm menos 5% dos votos e que dá 50 deputados de bónus ao partido mais votado permitindo a obtenção de maiorias absolutas a partir dos 37/38%…

Mas como se diz na minha terra: “por um se ganha por um se perde“. O povo grego votou e o Syrisa ganhou, ponto final.

Resta esperar para ver o que vai acontecer daqui em diante na Grécia com a extrema esquerda à frente dos destinos deste país que atravessa uma situação social muito delicada e tem uma dívida monstruosa para pagar…

Gabriel Lopes

Finanças Pessoais

A crise actual introduziu sem dúvida muitas restrições ao orçamento das famílias portuguesas…

Na minha opinião, excluindo casos de doença e desemprego, o planeamento anual e mensal é a melhor arma que as famílias têm para vencer as dificuldades financeiras.

Um bom planeamento anual dos rendimentos e das despesas permite alocar recursos dos meses em que temos rendimentos extra (subsidio de férias, subsidio de Natal, devolução do IRS, …) ou em que parte do Salário não é usada, para os meses de maior despesas ou em que temos despesas adicionais (seguro do carro, livros escolares dos filhos, …).

O ideal será planear todo o ano de modo a conseguir chegar ao final do ano com alguma folga. Esta folga poderá servir como segurança em caso de emergência, como poupança, para investimentos ou até para fazer uma viagem. Nos casos em que as despesas anuais ultrapassam os rendimentos é necessário rever com maior cuidado todo o planeamento identificando despesas acessórias (Férias, compras de Natal, telemóvel, refeições fora de casa, compra de produtos de marca,..) até que se atinja um saldo positivo.

Quem vai para o Algarve de Férias em Agosto, tem que ter a certeza que esse dinheiro não lhe vai fazer falta para os livros dos filhos em Setembro ou para a conta do gás em Dezembro.

Após um planeamento anual adequado o planeamento mensal é o passo seguinte. É fundamental definir no início do mês quanto vamos ter que despender com cada parcela: água, luz, gás, telefone, renda/prestação de casa, alimentação, gasolina, portagens, despesas extra definidas no planeamento anual, etc… e seguir à risca o estipulado no inicio do mês. É importante fazer check points várias ao longo do mês de modo a ir controlando os gastos. Manter um registo de todos os gastos é por isso essencial!!! Permite não só fazer melhores estimativas das nossas despesas, controlar os nossos gastos, saber onde gastamos o nosso dinheiro mas também localizar áreas onde gastamos demasiado ou onde podemos poupar em caso de maior aperto! Mantenho um registo deste género há mais de três anos e já me foi bastante útil por diversas vezes!

Estou convicto que se o planeamento anual e mensal forem bem feitos e cumpridos criteriosamente, frases como: “este mês está apertado”, “vai ter que ficar para o ano que vem” ou “é fim do mês” deixaram de se ouvir tão frequentemente! E é claro que se o assunto for discutido abertamente em casa entre todos os membros da família ou na escola com a inserção duma disciplina/complemento de finanças pessoais nos conteúdos programáticos, por exemplo, todos estariam mais sensibilizados para este assunto. Afinal de contas nem todos serão professores, médicos ou juízes, mas todos serão cidadãos que terão de viver e gerir as suas finanças pessoais com recursos limitados.

Gabriel Lopes