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Somos de Onde Queremos Estar

Nem sempre conseguimos estar onde queremos, mas nada nos pode impedir de ser de onde queremos estar!

Eu cá tenho muito orgulho das minhas origens e de sentir que pertenço a esta pequena e humilde terra que dá pelo nome de Soito de Aguiar da Beira. Tal como muitos outros, faço parte de uma geração que nasceu, cresceu ou vive longe do Soito, mas sempre que posso lá vou eu pra “Casa”. Infelizmente o trabalho e a vida puxam-nos pra longe mas o coração esse só tem um sentido.

Soito

Foi numa visita virtual que descobri o site da União de Freguesias de Soito e Valverde por acaso. Só posso dizer que fico muito feliz por ver um site moderno, funcional, actualizado e que permite uma maior partilha de informação entre todos. Muitos Parabéns.

http://www.ufsoutovalverde.com/

Aproveito também para me alegrar com o facto desta União entre Freguesias ter decorrido de forma tão tranquila e harmoniosa fruto da grande proximidade que sempre existiu entre as duas Freguesias. Fomos rápidos a perceber que não havia outra alternativa e a assumir que juntos somos mais fortes. Mais uma vez parabéns a todos.

E como a Saudade já é muita e ainda falta algum tempo até ao mês de Agosto, vou aproveitar o fim de semana livre para ir ao Soito fazer uma pequena visita aos meus pais. Aos que ainda têm mais um mês e meio pela frente antes de poderem regressar deixo um forte abraço.

Gabriel Lopes

PS: Nunca vou deixar de dizer/escrever Soito para passar a dizer/escrever Souto. Nem que viva 100 anos. =)

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Jovens, O Futuro do Concelho

Para falar do futuro de Aguiar da Beira, temos necessariamente que falar nos seus Jovens.

Se em idades mais precoces os jovens têm ao seu dispor uma oferta educativa de qualidade complementada por uma oferta desportiva e cultural cada vez mais abrangente e diversificada os problemas surgem com o fim do seu percurso escolar e início da sua vida activa.

Penso que os Jovens têm cumprido a sua parte, estudando, formando-se, valorizando-se, no entanto, estas valências adquiridas à custa de muito esforço pessoal e familiar não têm sido acompanhadas de políticas activas de emprego por parte dos agentes políticos.

A ausência de uma política que aposte na fixação de jovens qualificados através da criação/promoção de emprego para estes jovens é a principal lacuna do concelho no que toca a este tema.

Senão vejamos, o concelho tem hoje em dia jovens qualificados nas mais diversas áreas (engenheiros, arquitectos, cozinheiros, farmacêuticos, enfermeiros, psicólogos, jornalistas, professores, economistas, gestores, veterinários, etc) capazes de por todo o seu conhecimento e empenho ao serviço do seu concelho natal mas, o que tem sido feito para os fixar no concelho? O que tem sido feito para potenciar o desenvolvimento do concelho tirando partido desta mão-de-obra qualificada avida de trabalho? O que tem sido feito para promover os jovens empreendedores do concelho? O que tem sido feito para atrair empresas criadoras de emprego qualificado? O que tem sido feito a pensar nos jovens em início de vida activa? Para ser simpático, muito pouco…

A Câmara Municipal, apesar de ser o maior empregador do concelho, tem tido um papel pouco pro-activo na promoção/criação de emprego e na atracção de empresas criadoras de emprego, limitando-se a ser um mero espectador neste cenário de êxodo de jovens qualificados.

Deixo dois exemplos do que algumas autarquias têm feito para estimular a sua economia local:

O município da Sertã tem desde há alguns anos um concurso de ideias de negócio que atribuiu ao projecto vencedor ajuda na implementação desse projecto através da cedência de instalações nos primeiros 3 anos, ajuda na candidatura a fundos do PRODER, apoio técnico e divulgação do projecto e ainda ajuda na elaboração do plano de negócio.

O Fundão conseguiu fixar a Altran, uma multinacional francesa na área da consultoria de inovação e tecnologia, que vai criar até 2015 cerca de 120 postos de trabalho altamente qualificados. A cedência de terrenos, isenção de taxas municipais ou outros incentivos podem ser um factor aliciante na hora de algumas empresas escolherem a sua localização.

Penso que são exemplos como estes que o concelho deve seguir para tentar criar emprego e fixar os seus jovens. Caso contrário o futuro não se avizinha fácil quer para os jovens quer para o concelho, afinal a falta de aposta nos jovens é, a médio/longo prazo, uma falta de aposta no concelho.

Gabriel Lopes

(publicado no Jornal Mais Aguiar da Beira, Abril de 2013)