Status

Ir a Votos

Ontem ao passar pelo Parque das Nações dei com uma banquinha que recolhia as famosas 7500 assinaturas necessárias a qualquer Cidadão Eleitor, Português de Origem e com mais de 35 anos que queira ser candidato à Presidência da República.

Neste caso concreto, a recolha era para viabilizar a candidatura de Henrique Neto às Eleições Presidenciais de Janeiro próximo, mas fosse quem fosse, iria contar igualmente com a minha assinatura.

Sinceramente acho um abuso ser necessário tanta assinatura… Faz com que poucas sejam as pessoas fora da órbita dos partidos que possam ser candidatos. Assim, viabilizarei com a minha assinatura todas as candidaturas de candidatos amarelos ou cinzentos, às riscas ou às bolinhas, da extrema esquerda ou da extrema direita, Filipes ou Marias, … Na hora da verdade logo se verá aquele que reúne a maioria dos votos dos Portugueses para ser o próximo Presidente da República Portuguesa democraticamente eleito.

Gabriel Lopes

Anúncios
Status

Participação Democrática

Grande parte dos nossos problemas enquanto País têm origem no facto da nossa Participação Democrática como Povo ser uma mediocridade assustadora. Basta ver alguns aspectos básicos:

  • Não vamos votar;
  • Não oferecemos alternativas;
  • Não sabemos as regras básicas do funcionamento da democracia;
  • Compactuamos diariamente com “jeitinhos”, “cunhas” e “esquemas”;
  • Deixa-mo-nos enganar repetidamente;
  • Achamos que só temos direitos e não temos deveres;

“Ah e tal isso é muito genérico”. Pois bem, concretizando:

  • Que fazemos nós quando vamos a 160Km/Hora na autoestrada e somos multados?
  • Que fazemos nós quando vemos médicos a darem consultas no privado no horário em que deviam estar ao serviço do SNS?
  • O que fazemos nós quando sabemos de professores universitários que usam bolsas da FCT para financiar trabalhos para as suas empresas?
  • O que fazemos nós quando alguém diz que vai votar no Político X para primeiro ministro?
  • O que fazemos nós quando o gestor público usa o poder para dar trabalho às empresas de amigos para depois tirar partido pessoal desses favorecimentos?
  • Que fazemos nós quando o varredor da rua do nosso município passa o meio dia sem estar a fazer o que realmente lhe compete?
  • O que fazemos nós quando não pedimos factura em todo o lado?
  • O que fazemos nós em dias de eleições com 35º C?

Nas respostas a estas e outra questões entra novamente o “ah e tal”… e é aqui que “fechamos os olhos”!!! Aqui a culpa é sempre dos outros, afinal é mais fácil por a culpa em alguém e dizer mal do que dar o corpinho ao manifesto e fazer o que deve ser feito…

Enfim… Enquanto cada um de nós não fizer o esforço para que no conjunto sejamos melhores, mais informados, mais participativos, mais exigentes, mais justos, vamos continuar a ser medíocres enquanto Povo e País.

Gabriel Lopes

 

Status

Democracia Grega

Se eu já achava injusto o sistema de eleição de deputados para o parlamento Português por beneficiar os partidos mais votados em detrimento dos menos votados, permitindo a obtenção de maiorias absolutas a partir dos 43/44%, fiquei boquiaberto quando tomei conhecimento do sistema grego…

Não é que tenha a nada a ver com isso, mas como ninguém me impede de dar a minha opinião acho estranho um sistema que não permite a representação parlamentar dos partidos que obtêm menos 5% dos votos e que dá 50 deputados de bónus ao partido mais votado permitindo a obtenção de maiorias absolutas a partir dos 37/38%…

Mas como se diz na minha terra: “por um se ganha por um se perde“. O povo grego votou e o Syrisa ganhou, ponto final.

Resta esperar para ver o que vai acontecer daqui em diante na Grécia com a extrema esquerda à frente dos destinos deste país que atravessa uma situação social muito delicada e tem uma dívida monstruosa para pagar…

Gabriel Lopes